“De algum modo, sentia que estava ficando meio maluco. Mas sempre me sentia assim. De qualquer forma, a insanidade é relativa. Quem estabelece a norma?
“Aí você fala baixinho no meu ouvido que não precisa ter ciúmes e me olha com uma cara de confia-em-mim-por-favor. E eu sempre confio, mesmo fechando a cara de vez em quando, mesmo tendo um medo fora do comum de te perder e mesmo sentindo culpa por não poder ser exatamente o que você queria. E desse jeito a gente vai vivendo, uma briga aqui, um ataque de ciúmes ali, e no meio de tudo, sempre sobra um pouquinho de amor que faz tudo valer a pena.
Nível de amizade: Pegar uma coisa emprestada e nem pedir.
foreveraloone:
E o amigo nem liga.

(Fonte: humor-dividido-por-quatro)
“Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura… Essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado de pequenos absurdos, essa capacidade de rir à toa. Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza de quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser. Resta essa faculdade incoercível de sonhar, de transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade de aceitá-la tal como é, (…) e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas dão o nome de esperança. Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda, essa busca de equilíbrio no fio da navalha, essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens.